Quando você está procurando um emprego, o que você faz? Faz uma lista de emails de empresas com vagas abertas e manda seu currículo para todos eles, e fica com aquele que te escolher, certo? Ou talvez você escolha qualquer lugar, desde que ofereça vários benefícios como vale-transporte e convênio médico e fica feliz da vida quando consegue a vaga…
Porém, é fato que ainda existem muitas pessoas insatisfeitas com seu emprego atual. Levantar da cama e ir trabalhar é como um castigo diário, sem contar aquela depressão na tarde de domingo e a dor de barriga só de pensar no chefe. Certa vez, fui em uma loja de roupa e a mulher do provador comentou com a outra:“Nossa, ainda faltam DUAS HORAS para acabar!”. Já vi essa cena se repetir várias vezes em outros estabelecimentos, e com certeza não há nada mais deprimente do que ouvir isso – não sei se por pena do funcionário ou por perceber que quem está te atendendo não vê a hora de ir embora dali.
Não deixe que sua vida profissional seja limitada a benefícios trabalhistas e salário. Pode ser muito mais que isso, se você fizer o que ama de verdade. Não há nada mais gostoso que estar tão concentrado no trabalho e não ver a hora passar. Certa vez, trabalhando, estava tão entretida em uma tarefa que quando vi a hora já havia passado 1 hora do meu horário de almoço.
E mais: não deixe que a empresa te escolha. Você pode SIM escolher a empresa que quer trabalhar, e recusar oferta de vaga se não for aquilo que você gosta! (a não ser, é claro, em situações urgentes, aí é outra história).
Na Expocarreira de 2013, tive a oportunidade de assistir a uma palestra muito interessante sobre o mesmo assunto. O palestrante era o gerente de RH da Google chamado Daniel Borges e, na apresentação, ele nos contou que há um tempo atrás, ele conseguiu chegar à etapa final de um processo seletivo na empresa do sonho dele. Aí, na entrevista final, com o futuro chefe, ele ouviu a seguinte frase:
“Funcionário bom para mim é aquele que não me traz problemas.”
Ao ouvir isso, o palestrante nos contou que ficou em choque e, com um grande peso no coração, recusou o emprego quando ligaram chamando-o para a vaga.
Foi uma história bastante comovente para mim que, até então, nunca havia parado para pensar sobre este ponto de vista. Se todos deixassem de pensar somente nos benefícios, com certeza teríamos um país com menos funcionários insatisfeitos, seja com o chefe ou com o cargo.
Imagine a vida como um malabarismo com 5 bolas que são lançadas para cima. Essas bolas são: o trabalho, a família, a saúde, os amigos e o espírito. O trabalho é a única bola de borracha. Se cair, bate no chão e pula para cima. As outras 4 são de vidro e, se caírem, quebrarão e não terá mais volta. Agora pense: será que vale a pena mesmo ficar preso ao trabalho que te deixa insatisfeito?

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